domingo, 18 de setembro de 2016

Romeu Rodrigues Freitas, o Romeu apaixonado


 Documenta - Pesquisa, Documentação & Memória
E lá vamos nós mais uma vez trazer para o presente o nosso passado, ler as embaçadas declarações de amor... Dar por conhecido gente que passou por essa terra e deixou saudades. Hoje apresentamos Romeu Rodrigues Freitas.

Quebra cabeças

Romeu nasceu em 14 de setembro de 1918, filho de Ramiro Rodrigues Freitas e Maria José de Lima, a Mariquinha, batizado em  6 de outubro, na Igreja Nossa Senhora dos Remédios, pelos padrinhos João Rodrigues do Prado e Sebastiana Rodrigues Freitas e abençoado pelo Monsenhor José João de Deus.  Aqui o batistério de Romeu nos leva a  um quebra-cabeças. Para nós, que achávamos que seu pai não teria família no Brasil, aparece na sua certidão de batismo  a madrinha Sebastiana  com sobrenome de Rodrigues Freitas e é absolutamente uma surpresa. É que na história família foi sempre contado, ainda difícil de acreditar, que Ramiro veio clandestino num navio de Portugal para Brasil ainda adolescente, por volta do ano de 1880 e que foi criado por uma família de turcos, em Caxambu. Diante do sobrenome da madrinha de Romeu, temos agora que duvidar se Ramiro veio mesmo sozinho, ou se ele não tinha outros parentes ou familiares no Brasil. Uma das hipóteses: quem fez o lançamento no batistério acrescentou erroneamente o "Freitas" ao invés do "Prado" no sobrenome de Sebastiana, isto se os padrinhos eram casados. Este batistério nos levará a outras futuras pesquisas da origem da família Rodrigues de Freitas.



O seu pai Ramiro Rodrigues de Freitas, foi jardineiro do Parque das Águas de Caxambu e Maria Ayres de Lima, parteira muito conhecida da cidade de Caxambu e que perdeu o "Ayres" com o casamento, assumindo o sobrenome do marido e originando o ramo dos "Rodrigues de Freitas".

Romeu foi um dos 12 filhos do casal. Seus irmãos e irmãs. Na seqüência de nascimentos:
Etelvina Rodrigues de Freitas (1898-?)
Izabel Rodrigues Freitas (1901-1903)
Maria Izabel Rodrigues Freitas (1906-?)
Geralda Rodrigues Freitas (1906-?)
Joaquim Rodrigues Freitas (1911-1913)
Laura Rodrigues Freitas (1913-1915)
José Rodrigues Freitas (1916-1921)
Romeu Rodrigues Freitas (1918-1971)
Edwiges Rodrigues Freitas (1918-?)
Agnelo Rodrigues Freitas (1920-?)
Harold Rodrigues Freitas (1922-1923)

Os avós e bisavós


Os seus  avós pelo lado paterno eram os portugueses Joaquim Rodrigues de Freitas e Maria de Jesus. Seus avós pelo lado materno eram José Fernandes Ayres o Trançador, como era conhecido, e que deu origem ao nome do Bairro Trançador da cidade de Caxambu, e Maria Ribeiro de Souza Lima, cujos pais eram procedentes da cidade de Pouso Alto.

O seu bisavô   pelo lado materno era João José de Lima e Silva (1798-1875). Ele foi registrado no Sensu, isto é a contagem populacional de 1839 da cidade de Pouso Alto, juntamente com a família, a esposa Joana Thereza , 32 anos, na época (1807-1860) e seus três filhos: Virgolina (1833-?),  com 6 seis anos de idade, José de 4 anos (1835-?), Thereza com 2 anos (1837-?) e mais 5 escravos: Adão, Vicente, Benedicto, Celestina e José. Este documento inédito nos foi  gentilmente cedido pelo Arquivo Público MineiroMaria Ribeiro de Souza Lima (1841-1903), a sua avó ainda não havia nascido até a data do Censu, como podem ver no quadro acima. Podemos concluir que a família dos bisavós de Romeu foi uma mistura de portugueses com portugueses.

A Família

Romeu casou-se, em 27 de junho de 1942, na Igreja Nossa Senhora dos Remédios, em Caxambu com Ieda da Silva. Ieda tinha muitos problemas de saúde, um deles era a pressão alta, que provocou a perda de 4 filhos. Então, por uma promessa à Nossa Senhora de Lurdes, veio a... Maria de Lourdes Rodrigues Freitas que não ficou sozinha. Depois nasceram o Luiz Carlos de Freitas e a Fátima Rodrigues Freitas, para a alegria da família.

No encalço das laranjas desaparecidas 


No tempo que a família morou em Caxambu, ali mesmo na rua Quintino Bocaiúva, a família encontrou abrigo no terreno do vô  Ramiro, este que tinha um extremo cuidado com sua horta. Ai se alguém fosse visto colhendo sem sua autorização! Somente a Ieda, esposa de Romeu, tinha este privilégio. Ramiro tinha um olfato tão apurado que sentia o cheiro das laranjas no ar, quando eram colhidas sem sua autorização. Fora que ele "rastreava" literalmente quem pisava na sua horta. Ele sabia quem era o autor das colheitas furtivas pelo tamanho do pé, chegando até a... "medir" os rastros de quem andava por lá.  Aí tinha bronca. E quando o rabugento Ramiro vinha medir o tamanho do pé do "ladrão" e via o número 32, sabia que era a Ieda, esposa de Romeu. Essa sim tinha passe livre na horta e carta branca para colher e distribuir para os outros membros da família.

Modernos tropeiros

Romeu, assim como muitas das crianças e adolescentes de seu tempo começou  trabalhar cedo. O  primeiro trabalho de carteira assinada foi na antiga torrefação de café da cidade, onde num acidente de trabalho, perdeu o dedo indicador da mão direita. E de profissão em profissão... Os irmãos Romeu e Agnelo começaram a trabalhar na abertura da nova estrada de Caxambu, juntamente  com o outro primo, o Sylvio Aires Lima, filho da tia Anna Ayres de Lima, Lica, do ramos dos Ayres, que moram hoje em São  José dos Campos. Ele aprendeu a dirigir com Seu Aragão,  pois na época escola de direção era rara. Foi lá que ele pegou o gosto pela estrada.

Férias é atraso de vida

E quem vai negar que o sangue de tropeiro não circulava nas suas veias? Ele neto de  José Fernandes Ayres, Trançador, que também era tropeiro. Na vontade de por o pé na estrada, Romeu subiu não mais numa carroça puxada por cavalo, mas sim num caminhão. Assim trabalhou em diversas cidades, como Conceição do Rio Verde, CampanhaTrês Corações. A Expresso Mineiro, de Varginha, a Sudoeste de Minas, que transportada café do Sudoeste de Minas para as capitais de São Paulo e Rio de Janeiro, para Coma, uma firma que fazia o transporte de leite das pequenas cidades do interior como Três Pontas, Boa Esperança, Fama. O seu último empregador foi o Transporte Paiva, que fazia o carreto diariamente de gasolina naqueles caminhões tanques, até Belo Horizonte, quando ficou gravemente doente.
Talvez por ter tomado um safanão da mãe, mesmo depois de casado, ao reprimi-lo por ter habito de jogar, Romeu se tornou um trabalhador incansável e nunca tirou férias! Ele dizia "Férias para pobre era um grande atraso de vida". Estava preparando sua aposentadoria, quando foi levado desta terra. Deixou muitas lembranças na família, muitas...

Lembranças tem gosto e cheiro

O ritual começava quando o Romeu vinha de Conceição do Rio Verde, passando pela estrada do Bairro Trançador em direção à Caxambu. Lá de cima do morro buzinava avisando que estava chegando. Era uma festa só para a criançada, os sobrinhos e sobrinhas cá embaixo na rua Quintino Bocaiúva. Elas sabiam que iam poder pegar uma carona na carroceria e irem de cabelo ao vento até o trevo. Pura diversão. E... Saudade tem cheiro e gosto, confirma a sobrinha  Graça Pereira. Para sua mãe  Geralda, ele tinha uma carinho especial, pois ela era viuva  e criava sozinha 8 filhos. Os presentes eram frangos, leitoas, café e deliciosos queijos, naquela época transportados em latas. Inesquecíveis os gostos e cheiros...

Piadinhas ácidas

E a vida não era só trabalho. Romeu era um daqueles que gostava de festejar, brincar carnaval.  Quando jovem chegou a desfilar no "Bloco do Seu Lazinho", o alfaiate, que tinha sua oficina em frente ao Crac, Clube Recreativo e Esportivo de Caxambu e onde acontecia a aglomeração carnavalesca. Mas ao se mudar de Caxambu não deixou de ser folião. Na empresa Expresso Sul Mineiro onde trabalhava, o patrão Funito e sua família gostava também da fuzarca. Eles se organizavam nos blocos carnavalescos e a cada ano tinham um "tema". Este aí do lado, era ele fantasiado de Toureiro. Olé!

Graça Pereira disse que o tio gostava de contar piadas, daquelas de corar velhas senhoras. Então desconfiadas, chegamos a conclusão que aquele que gostava de "contar piadinhas ácidas", descrito por Celia Lima Araujo, a tia Célia, não era nem o pai dele, Ramiro, nem o João de Deus, o filho do irmão Manoel Fernandes de Lima, criado por vó Mariquinha e sim o próprio Romeu. Independente das... "piadinhas ácidas", Romeu era muito respeitado e querido na família. Por muitas vezes era chamado, quando havia necessidade de tomar decisões de importância nas famílias compostas majoritariamente de mulheres sozinhas, ou viuvas, como era o caso de Geralda Pereira.

Armado até os dentes

Tio Romeu? Que nada, era um grupo de amigos que se reuniam para caçar. Nos anos 50 não havia o advento da televisão e os homens nos fins de semana saiam em grupo para caçar e pescar pelos lados de Conceição do Rio Verde, no Rio Grande. Romeu pescou muito peixe. Até hoje a família se lembra dos enormes peixes Dourados que ganhavam do tio. A maioria dos caçadores amadores eram ou vizinhos, como o Seu Picolé, quando ele morava em Caxambu, ou colegas de volante que se juntavam na diversão de fim de semana.
Cachorrada. Amor em tempos de cólera

Os caçadores não iam sozinhos.(Romeu na foto, o 5° da esquerda para a direita de camisa escura) Eram acompanhados pelos caros cães de caça  de propriedade de Romeu. Uma verdadeira matilha deles, para o desespero da mulher Ieda. Nas suas longas  ausências de caminhoneiro ela ficava tomando conta dos bichos e... dos filhos, claro. A criançada chorava de um lado e do outro uivava a cachorra Luma, que tinha acabado de dar cria. No desespero na ausência do marido ela se desfez da ninhada, pois já não aguentava mais o estresse, a choradeira e uivos  produzidos por todas as "crias". Ieda ouviu o marido dizer colérico,  por  ter ela desfeito dos caros animais: " Vou te matar com um tiro de espingarda!!" Ainda bem que ele não levou a cabo a promessa.

Documenta - Pesquisa, Documentação  & Memória
Romeu  e JuliIeda, as bodas de prata

E independente das ameaças com tiro de espingarda, o casal chegou às bodas de prata.  Isso! Vinte cinco anos após a sua primeira declaração de amor oficial escrita e assinada, em 18 de julho de 1941 (ao lado), a família vai comemorar, em 27 de julho de 1967, suas de bodas  em Aparecida do Norte. Alguém hoje perguntaria, o que seria isso? Vinte cinco anos de casados? Sim, vinte cinco  anos após sua declaração de amor... A cidade de Aparecida do Norte parece que era um lugar simbólico para a família. Foi lá que eles batizaram a sua primeira filha, a Maria de Lurdes, Belu, (foto) e onde passavam com destino a São Paulo, como caminhoneiro e onde anualmente faziam a peregrinação, no aniversário da aparição da Santa.


Da Esquerda para direita: Maria de Lurdes Rodrigues Freitas, Belu, Ieda Rodrigues de Freitas,
 Romeu Rodrigues Freitas e Fatima Freitas.
Linha do tempo


A linha do tempo contém datas de 1 de janeiro/ quando não podemos saber exatamente o dia. Quem quiser ver os fatos e fotos de Romeu Rodrigues Freitas, vá à sua linha do tempo aqui Aproveitem o visual!!Linha do tempo de Ramiro Rodrigues Freitas



Esta tudo ligado, esta tudo ligado...

Os os tios e tias de Romeu Rodrigues Freitasirmãos de sua mãe, Maria José de Lima, Mariquinha

Emiliana de Lima (1861-1910)
Manoel Fernandes da Silva (1866-?)
Sebastiana de Lima (1869-1911)
Josephina Maria de Lima ( 1869-?)
José Ayres de Lima, Trançador-filho (1873-1943), casado com Gervásia Maria da Conceição 
Maria Ayres de Lima /Mariinha  (1876-?)
Cecílio José de Souza (1876-1914), casado com Salviana
Maria Ayres da Silva/Mariinha (1879-?)
Roza Ayres de Lima (1882-1895)
Anna Ayres de Lima (1883-?)
Izabel Ayres de Lima (1885-?)

Os tios e tias, os primos e primas de 1° grau de Romeu  Rodrigues Freitas

Para compreendermos quem foram, vamos fazer aqui uma lista de todos os seus tios, tias, primos e primas, alguns com biografia própria nos links dos nomes em azul. Bom lembrar que a grande maioria dos batismos e celebrações de casamento foram feitos na Capela de Santo Antonio do Piracicaba, no bairro Piracicaba da cidade de Baependi.

tia  avó de Romeu Rodrigues Freiras: Virgolina Balbina de Lima era a mais velha. Ela foi madrinha de batismo, junto com o seu irmão José Ignacio de Lima  de Sabina Maria da Conceição, mãe da Gervásia Ayres de Lima; casou com Francisco Bernardino de Faria, em 13 de setembro de 1849, com apenas 13 anos. Da união  nasceram 13 filhos. São  eles:

Os primos e primas de 1° grau de Romeu Rodrigues Freitas:

1)- Bernardino Lopes de Faria (1853.?) que se casou com Elvira Maria do Nascimento.
Lembremos que Elvira era filha de João Ferreira Simões  que era proprietário de escravos, inclusive de Justiniana Maria da Conceição e Sabina Maria da Conceição, avó e mãe respectivamente de Gervásia Maria da Conceição/ Ayres de Lima

2)  Lucianna de Faria (1856-?)
3)  Ludgero Lopes de Faria (1858-?)
4) Lucinda de Faria (1861-?)
5) Eleziel Lopes de Faria ( 1862-?)
6) José de Faria (1864-?)
7) Arminda de Faria (1867-?)
8) Sabina Bernardina de Faria (1869-?)
9) Bruno de Faria (1872-?)
10) Maria de Faria (1875-?)
11) De Faria (1875-1875)
12) Juvêncio de Faria (1877-?)
13)  Escolástica Lopes de Faria (?-1879)

tio avo, José Ignacio de Lima e Silva (1835-?) que se casou com Fraujina Honorina de Jesus em 12 de agosto de 1860, no Chapeo, em Baependi. Da união  nasceram 4 filhos:

Os primos e primas de 1° grau de Romeu Rodrigues Freitas:

1) Anna Frauzina de Jesus (1857-?), que se casou com, pasmem, Camilo Ferreira Junior, filho de Justiniana Maria da Conceicao, avó de Gervásia.
2) Candida de Lima (1860-?)
3)- Francisco Ignacio de Lima (1862-?)
4) Ana Ignacio de Lima (1865-?)

tia avó  Thereza Ribeiro de Lima/Jesus (1837-?) que se casou com José Florencio Bernardes  (?-?) em 22 de julho de 1855. Da união nasceram 7 filhos:

Os primos e primas de 1° grau de Romeu Rodrigues Freitas:

1) José Bernardes (1854-?)
2) José Bernardes (1860-?)
4) Maria Florencia (1867-)
5) Bernardes (1875-1875)
6) Maria Alexandrina ( ?-?)
7) José Florencio Bernardes Junior (?-?)

tio-avo  Rufino de Lima (1853-?) que se casou com Rita Carolina de Castro (?-?) em 26 de julho de 1875, na Capela de Santo Antonio do Piracicaba. Da união nasceram 7 filhos:

Os primos e primas  de 1° grau de Romeu Rodrigues Freitas:

1) José de Lima (1876-?)
2) Cesar de Lima e Silva (1878-?)
3) Maria de Lima e Silva (1880-?)
4) Antonio de Lima (1882-?)
5) Benjamim de Lima (1884-?)
6) João de Lima e Silva (1886-1897)
7) Eudoxia de Lima (1890-?)

tia avó  Ignacia Ribeiro de Lima (?-?) que se casou em 1861 com Candido José Ferreira (?-?)

Os primos e primas de 1° grau de Romeu Rodrigues Freitas:

1) Bibiano José Ferreira (1862-?)
2) - Ferreira (?-1873) 
3) Maria Candida Ribeiro (1864-?)
4) Candida Ferreira (1869-?)
5) Cornélio José Ferreira (1880-?)

 O tio avo  João José de Lima  Filho (?-?) casado com Theodora Constancia de Vasconcelos (?-?)

Os primos e primas de 1° grau de Romeu Rodrigues Freitas :

1) Izabel Francisca de Jesus (?-?)
2) Ludgelo de Lima (?-1865)
3) Galdino Emydio de Lima (1869-?) 
4) José Augusto Anselmo (1871-?)
5) Amélia Eugenia do Espirito Santo (1872-?)
6) Samuel Augusto de Lima (1874-?)
7) Rachel Silva (1876-?)
8) de Lima, (?- 1884)
9) Theodora Constancia de Vasconcelos (filha) (1878-?)

tio João  de Lima (?-?)

O tio avo de Romeu Rodrigues FreitasFrancisco Theodoro de Lima (?-?), que se casou em 23 de fevereiro de 1870 com Maria Gabriela Alves Ribeiro (1855-?)

Os primos e primas de 1° grau de  Romeu Rodrigues Freitas:

1) Antonia de Lima ( 1873-?)
2) Marcos de Lima (1875-?)
3) Francisco de Lima (1875-?)
4) filho de Lima (1876.1876)
5) Maria de Lima (1877-1884)
6) Antonia Petronila de Lima (1879-?)
7) Agueda de Lima (1882-1882)
8) Joana de Lima (?-1883)
9) Gabriel de Lima ( 1885-?)
9) Maria de Lima II (1887/1887)
10) José de Lima (1889-?)
11 Tercilia de Lima (1892-?)
12) Dorcina Natividade (1894-?)
13 Priciliana de Lima (1897-)
14 Ercilia de Lima (1899-?)
15 João  de Lima (?-1888-?) 

tia de avó  Maria Antonia Ribeiro de Lima (1871-1903) (?)

Cenas finais

Romeu Rodrigues Freitas faleceu, em  3 de setembro de  1971, não envenenado como o Romeu do romance, mas pelo veneno da modernidade: o acúcar. Ele sofria de diabetes. Sua esposa Ieda Rodrigues Freitas, a "JulIeda" também não foi como no filme, com uma punhalada no coração, e sim de sequelas de um acidente vascular cerebral, em 2 de novembro de 1996, em Varginha, Minas Gerais.


2 comentários:

  1. Amei ler esta estória. A genética não falha mesmo não é? Solange Ayres e minha tia Graça tem a quem puxar. Me lembro que além de gostar de investigar tia Graça também vigiava o que sobrou da horta do tio Romeu. Ai de quem apanhasse jabuticabas verdes: "Comam as folhas também suas esganadas" (gritava a ela para nós sobrinhas: Rosana, Francisca, Ana e Betinha. E nós crianças adorávamos provoca-la. Eu não me lembro muito do tio Romeu, mas sim da tia Ieda e suas coxinhas deliciosas e seu imenso carinho para com todos da família. Ana Elizabete Pereira da Silva Rodolfo.

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    1. Bete, teremos o prazer de contar outras histórias dessas. O baú esta cheio. Aguarde. Solange Ayres

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